terça-feira, 15 de maio de 2012


As fontes do Direito Internacional Público são as leis e os tratados celebrados entre estados soberanos de Direito, que acabam por contrair direitos e deveres no plano internacional. A Carta das Nações Unidas, nesse sentido, é uma verdadeira superlei, que se impõe sobre a soberania dos Estados. Há hoje, portanto, uma verdadeira tutela constitucional da Organização das Nações Unidas sobre as garantias dos direitos humanos em todos os países. A ONU repudia práticas terroristas, e nesse sentido apoia governos democráticos (e com isso, o respeito aos direitos humanos) e portanto vê com bons olhos a Primavera Árabe que acontece em prol da maior observância do cumprimento dos Direitos Humanos e é uma onda revolucionária de manifestações e protestos que vêm ocorrendo no Oriente Médio e no Norte da África. Os protestos consistem em resistência civil envolvendo greves, manifestações, passeatas e comícios, bem como o uso das mídias sociais, como Facebook, Twitter e Youtube, para organizar, comunicar e sensibilizar a população e a comunidade internacional em face de tentativas de repressão e censura que ocorrem no mundo Árabe. A democracia árabe, uma vez instaurada, pode combater o extremismo exatamente como ocorreu com a democracia latino-americana, e já vem chamando a atenção do Ocidente, que aposta no seu crescimento econômico para as próximas gerações, que serão mais flexíveis e responsáveis. 
A ONU prega, também, a resolução de conflitos através da diplomacia. Depois dos atentados terroristas de 11 de setembro e da resposta americana promovendo guerras, os gastos americanos com a manutenção da guerra levaram à crise econômica em que se encontra atualmente.  Em contrapartida a situação dos EUA, o Brasil, que tinha uma economia considerada desenganada e frágil, passou a ser um exemplo de economia crescente e um expoente mundial, sendo membro da BRICS: clube de países em plena ascenção econômica. Hoje em dia, os governos primam pela COOPERAÇAO entre os POVOS, de forma que se uma medida funciona em um país, ela é exportada para outros, formando-se uma rede de troca de informações válidas ao desenvolvimento. Uma prioridade hoje é o desenvolvimento sustentável, visando a preservação do meio ambiente e a manutenção da economia nas gerações futuras. Crescer não é o suficiente. O mundo está aprendendo que o crescimento precisa ser melhor distribuído e mais sustentável.
A questão entre o Irã x Israel e Estados Unidos é de grande tensão, porém é improvável que "a terceira guerra mundial" seja instaurada tendo em vista, como mencionado anteriormente, que os Estados Unidos não estejam em condições de financiar uma nova guerra, tendo em vista sua condição econômica atual - a que foi levada por gastos excessivos com GUERRA. Esses investimentos poderiam estar sendo feitos em infra-estrutura, setores de ensino, entre outros fatores que acarretariam no desenvolvimento nacional. Uma questão preocupante é o interesse do Irã em enriquecer material radioativo. Os níveis permitidos são controlados, como medida cautelar para evitar a utilização deste tipo de material para promover guerras. Até então tudo caminha para as negociações diplomáticas entre as principais potências e o Irã, como reza a ONU. O presidente Obama no meio de todos esses impasses precisa, além de demonstrar competência, demonstrar confiança para angariar votos e conseguir a reeleição em novembro deste ano. Os EUA é um país democrático, portanto promove eleições, e a Organização das Nações Unidas interfere inclusive “manu militare”, fiscalizando eleições, fiscalizando exercício de Governos, e especialmente a prevalência daqueles direitos fundamentais que ela declara. O Pacto Internacional sobre os Direitos Civis e Políticos (1966) lança os fundamentos jurídicos dos princípios da democracia, de acordo com o direito internacional. Estabelece: o direito de votar e ser eleito, em eleições periódicas, honestas, por sufrágio universal e igual  e por escrutínio secreto, assegurando a livre expressão da vontade dos eleitores" (Artigo 25º).
É importante, portanto, que os Estados Unidos e mais nações do Ocidente busquem por uma influência sustentável e que cada vez mais haja cooperação entre os povos visando o reestabelecimento econômico mundial.

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